Entrevista José Leão - Temos orgulho de ser uma empresa 100% brasileira e trabalhamos para estar cada vez mais perto do produtor

Publicado em: 11/10/2018 às 08h08

Assessoria

Nos últimos dois anos, a Cropchem, empresa de defensivos agrícolas com sede em Porto Alegre, triplicou seu portfólio de produtos e ampliou sua equipe de vendas para vários pontos do Brasil. Para falar desse crescimento, de novidades e de perspectivas de mercado, falamos com o diretor geral e fundador da empresa, José Leão.

 

Faz pouco tempo que a economia do Brasil começou a reagir, após uma das recessões mais longas da nossa história. Como que a Cropchem passou pela crise e quais as perspectivas para os próximos anos?

 

Nos orgulhamos de olhar para trás e ver que a Cropchem não apenas sobreviveu a crise, mas saiu fortalecida dela. Triplicamos o número de produtos desde o início de 2017. Hoje, estamos comercializando 21 produtos, e aguardamos a liberação de pelo menos mais seis. A expectativa para 2018/2019 é muito boa.

 

O mercado de defensivos agrícolas é bastante competitivo, com gigantes do setor presentes no mundo todo. De que forma vocês têm se posicionado e quais as estratégias para crescer de forma sustentável?

 

Um dos nossos diferenciais tem sido o trabalho de pesquisa e inovação. A Cropchem não apenas importa e comercializa, ela também desenvolve produtos genéricos com a proposta de levar ao produtor as melhores soluções a preços acessíveis. Desenvolvemos também formulações adaptadas para diferentes condições de clima e de solo no Brasil, o que não é comum no mercado. Temos mais de 60 formulações em fase de registro, inclusive de alguns produtos que hoje são vendidos apenas pelas empresas detentoras das patentes das moléculas. Ampliamos também nossa equipe de vendas e estamos hoje em boa parte do território agrícola nacional: GO, MT, MS, MG, SP e toda a Região Sul. Temos orgulho de ser uma empresa 100% brasileira e trabalhamos para estar cada vez mais perto do produtor.

 

Quais as novidades do catálogo para as próximas safras?

 

Recentemente, obtivemos a liberação do Meson 480 SC (Mesotriona), um herbicida para Digitaria insularis em milho, e do Abadin 72 EC (Abamectina), inseticida/acaricida com concentração quatro vezes maior do que o produto padrão no mercado. Também lançamos o Kraken 240 EC (Cletodim), que é extremamente eficaz no combate do capim-amargoso. Muito em breve lançaremos o Taura (Piriproxifen para mosca branca), o Trigger (Clorfenapir para Helicoverpa armigera), o Avner (Diafentiuron para mosca branca) e o Kasan Max (mancozeb para ferrugem asiática).

 

Diante de todo esse cenário de indefinição política, o que vocês esperam para o futuro do agro no Brasil?

 

O Brasil é um dos países com maior potencial de produção agrícola do mundo, e a adoção permanente de melhores práticas nos levará a um outro patamar. É preciso eliminar entraves, investir na formação do produtor, em pesquisa e tecnologia. Nós, como empresa, procuramos fazer a nossa parte, difundindo boas práticas e defendendo o uso responsável de agroquímicos, para garantir a rentabilidade da lavoura e de toda a classe produtiva do campo.