Dourados é cenário do filme nacional

A história do filme tem início exatamente em Dourados, de onde os personagens Justo e Saulo viajam rumo à Ponta Porã e cruzam a fronteira do Paraguai por estradas clandestinas. A busca é "retratar as fronteiras do país e a multinacionalidade", destacou a diretora Denise Moraes.

Publicado em: 15/10/2018 às 20h40

Dourados Agora

Foto: Divulgação

O roadmovie tem direção de Denise Moraes e Bruno Torres, e roteiro de Daniel Tavares.

Oitenta pessoas, entre atores, diretores e técnicos estão, desde o início de outubro, em Dourados, gravando o filme "A Pele Morta", uma produção da Araçá Filmes. Também foram promovidas duas seleções de elenco na cidade. O roadmovie tem direção de Denise Moraes e Bruno Torres, e roteiro de Daniel Tavares.

A equipe está realizando filmagens na área central, bairro e aldeia indígena do município. A história do filme tem início exatamente em Dourados, de onde os personagens Justo e Saulo viajam rumo à Ponta Porã e cruzam a fronteira do Paraguai por estradas clandestinas. A busca é "retratar as fronteiras do país e a multinacionalidade", destacou a diretora Denise Moraes.

Segundo Solange Lima, produtora do filme, na história, a paisagem natural e humana é tão personagem quantos os indivíduos que a percorrem.

Esta não é a primeira vez que Dourados é "palco" de gravações. Em 2016, o longa Em Nome da Lei que se baseava na história do juiz Odilon de Oliveira teve cenas no município. O filme Terra Vermelha, de 2012, teve cenas na Reserva Indígena de Dourados.

Sinopse

"A Pele Morta" conta a trajetória de personagens em constante reinvenção. A bordo de um antigo caminhão de mudanças, um drama cinematográfico em plena estrada, onde a paisagem natural e social são tão personagens como os indivíduos que a atravessam: três almas inquietas que buscam romper com seus destinos, do Brasil ao Paraguai e à Bolívia, pelas veias abertas do coração da América do Sul.

Justo é um motorista uruguaio que acaba de ser despejado da oficina mecânica que ocupou durante décadas na fronteira brasileira. Decidido a buscar frete no interior do Paraguai, ele leva consigo o borracheiro Saulo, um jovem guarani-kaiowá da região de Dourados e que tem na força de sua rima o grito de seus irmãos. Quando conseguem serviço transportando uma mudança na direção do Chaco paraguaio, fronteira com a Bolívia, eles dão carona a Rosário, uma jovem paraguaia com a mochila nas costas, disposição para o trabalho e uma carta recebida da irmã.

Aos poucos, a cumplicidade entre eles enche de vida a boleia do veículo, abrindo estradas para a esperança e para tantos destinos possíveis, seja seguindo sempre em frente, seja regressando renovado à luta. Falado em português, espanhol e guarani, o filme é uma viagem pelas fronteiras invisíveis da América Latina, uma terra que se move, que pulsa e que levanta a voz.