Ex-ministro de Lula e Dilma, Palocci assina terceiro acordo de delação premiada

Publicado em: 09/01/2019 às 15h10

Último Segundo

O ex-ministro nos governos de Lula e Dilma Rousseff, Antonio Palocci, assinou nesta quarta-feira (9) o seu terceiro acordo de delação premiada. Segundo o jornal Folha de S. Paulo , o político vai colaborar com o que sabe sobre a ligação. A colaboração foi acordada dois dias após o depoimento à Polícia federal de Brasília sobre a participação do ex-presidente em desvios de fundo de pensão.

Assim como na segunda-feira (7), Antonio Palocci vai falar sobre temas investigados na Operação Greenfield, aberta pela Polícia Federal de Brasília para investigar se houve ações do governo no desvio de verbas para fundo de pensões em obras estatais. 

No último depoimento, com o conteúdo mantido em sigilo, o ex-ministro contou o que sabe sobre a participação dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff . Entre os acordos investigados estão os com a Funcef e a Petros, que entraram como acionistas da Norte Energia, que comanda a usina hidrelétrica de Belo Monte, uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento, comandado, à época, por Dilma

Palocci cumpre prisão domiciliar depois de ter sido beneficiado com acordo de delação premiada na Operação Lava Jato.

Por ter participado do governo do PT, os procuradores responsáveis pelo caso esperam que Palocci possa trazer informações sobre os supostos desvios nos fundos de pensão de servidores de estatais, como a Funcef (Caixa Econômica Federal), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). Segundo as investigações, as fraudes podem somar mais de R$ 8 bilhões.

Em uma das denúncias sobre o suposto esquema de corrupção que já foram apresentadas à Justiça Federal, 14 investigados se tornaram réus, incluindo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

Ex-ministro da Fazenda no governo Lula e da Casa Civil no governo Dilma, Antonio Palocci foi denunciado por corrupção e obstrução da justiça. Para conseguir a prisão domiciliar, o político aceitou fechar acordos de delações premiadas.