China anuncia diretrizes para controle da peste suína africana

Publicado em: 04/07/2019 às 07h43

Brasilagro

A China irá incentivar fazendas de suínos de grande escala e reduzir o número de pequenas criações, afirmou nesta quarta-feira o governo do país, em diretrizes para prevenção e controle da peste suína africana.

O governo fornecerá subsídios para a produção de fazendas de grande escala em áreas fortemente afetadas pela doença, disse o Conselho de Estado da China em um comunicado em seu website.

A China já relatou mais de 120 surtos da doença, mortal para porcos, em todas as suas províncias e regiões continentais, bem como na ilha de Hainan e em Hong Kong, desde que a peste foi inicialmente detectada pelo país, no começo de agosto do ano passado (Reuters, 3/7/19)

China mostrou "falhas" na tentativa de conter a peste suína africana

A China mostrou deficiências em alguns aspectos da prevenção da peste suína africana, e a situação continua complicada e grave, disse o gabinete do país nesta quarta-feira.

A administração do transporte de suínos vivos não é suficientemente rigoroso, enquanto não há capacidade suficiente para testar o vírus da peste suína africana nos procedimentos de abate, processamento e circulação de suínos, disse o Conselho de Estado da China em diretrizes sobre prevenção e controle da doença.

Os comentários da principal autoridade administrativa da China destacam os graves desafios que o país enfrenta quando o surto altamente contagioso e mortal assola o maior rebanho de suínos do mundo.

Governos locais e ministérios devem promover a criação de suínos em larga escala e reduzir o número de pequenas fazendas de suínos para melhorar os níveis de biossegurança no setor, disse o Conselho de Estado, no documento publicado em seu site.

O governo fornecerá subsídios de produção para fazendas de suínos em grande escala em áreas fortemente afetadas pela doença e incentivará grandes áreas de consumo a expandir a produção de suínos para melhorar a auto-suficiência em suprimentos, disse o gabinete.

A China registrou mais de 120 surtos da doença em todas as suas províncias e regiões continentais, bem como na ilha de Hainan e em Hong Kong, desde que foi detectada pela primeira vez no país no início de agosto do ano passado (Reuters, 3/7/19)