Em situação de abandono e assoreado, Rego D'Água deixa de ser ponto de visitação

Publicado em: 19/08/2019 às 16h20

Douranews

O Córrego Rego D’Água, que nasce no trecho compreendido pelas ruas Cuiabá, Presidente Vargas, Joaquim Teixeira Alves e Firmino Veira de Mattos, é o mais assoreado de Dourados e tem sofrido com a ocupação desordenada, com o acúmulo de lixo nas margens e as ligações clandestinas de esgoto que começam logo atrás do Fórum da Justiça do Trabalho e se prolongam por toda extensão. Na região também funcionam repartições públicas como os cartórios da Justiça Eleitoral e a sede das Promotorias do Ministério Público Estadual no Município.

“A nascente do Rego D’Água é, oficialmente, localizada na Rua Cuiabá, mais precisamente sob os banheiros da antiga feira-livre [que ali funcionou por mais de 30 anos], mas as minas que deram origem ao córrego se localizam na região da antiga Prefeitura [na esquina das ruas Joaquim Teixeira Alves com João Rosa Góes] e foram ocupadas de forma irregular", já denunciou, há cerca de cinco anos, o arquiteto e ambientalista Luiz Carlos Ribeiro, um dos fundadores da ONG Salvar (Sociedade de Defesa do Meio Ambiente) em Dourados.

A situação, recorrente, foi constatada na manhã deste domingo (18), por internauta que registrou o ambiente de abandono e deterioração de um dos pontos, inclusive, usado para passeios e visitação. Ao Douranews, o corretor imobiliário João Paulo Castro enviou imagens que mostram essa realidade, e a dificuldade que os organismos públicos tem encontrado para contornar o problema, nesse e em outros pontos de preservação do Meio Ambiente.

“Esse riacho ficaria muito bonito, se fosse bem tratado, mas, infelizmente, já dá sinais de poluição, uma pena”, registrou o internauta.

A deficiência no sistema de tratamento do esgoto coletado em Dourados é um dos principais problemas do Córrego Rego D’Água, de acordo com o que observou o urbanista Luiz Carlos Ribeiro. "A Estação Guaxinim, que funciona através do sistema Ralf (Reator Anaeróbio de Leito Fluidizado), não consegue tratar 60% do esgoto que recebe, já que foi projetada para atuar com 3 Ralfs em meados da década de 90 e, desde então, a população daquela região mais que dobrou", afirma Ribeiro, que também foi gerente regional da Sanesul na cidade. Atualmente, a empresa de saneamento investe cerca de R$ 200 milhões em programas de tratamento, ampliação do sistema de abastecimento e distribuição e de coleta de esgoto em Dourados.