A marcha para as urnas! - Antonio Carlos Siufi Hind

Publicado em: 12/01/2018 às 20h50

Autor/Assessoria

As intensas trocas de mensagens pelas redes sociais apontam que as eleições gerais de outubro deste ano serão diferenciadas. Seus protagonistas suplicam que não sufraguem os candidatos que estão sendo investigados, processados ou mesmo condenados pela Justiça por supostos atos de corrupção. A intenção é algo elogiável. As razões são inúmeras para indicar essa direção. A etimologia da palavra candidato define o aspirante aos cargos eletivos como algo cândido, de conduta moral ilibada e desprovido de qualquer mácula que possa tisnar o seu comportamento nas suas ações diárias. É esse perfil que o eleitor está procurando. A interpretação correta do sentimento popular aliado a outro sentimento igualmente nobre e referendado pelos valores legados pelos nossos heróis nacionais afiançam o propósito.

Com essas colocações singulares temos que o povo brasileiro merece esse presente. Será o mais precioso que a nação inteira poderá se orgulhar. A boa escolha poderá dar o norte seguro para o que deseja a grande família brasileira. Longe dos números amargos do desemprego e da violência que nos angustiam todos os dias. E próximo da educação de qualidade para as nossas crianças e da saúde de referencia para mitigar a dor e o sofrimento intenso dos que necessitam dessa função essencial do estado brasileiro. O trabalho em abundância e um salário digno para os pais criarem dignamente os seus filhos são os grandes desafios. Somos todos merecedores dessa notável conquista. Não somos anarquistas. E nunca nos enveredamos para o terreno de combate das idéias, das ideologias e de outras tantas diferenças que fazem atritar os ânimos.

Aqui não são palavras vazias, que atestam essa verdade. Possuímos dez vizinhos e com todos eles vivemos uma paz perene, fruto da nossa diplomacia e longe da soberbia que só provoca as desavenças. Essa, é a índole do povo brasileiro. Amante da paz e da concórdia, e que respeita a ordem, a lei e autoridade constituída. Os estrangeiros que escolheram o nosso País para viver, progredir, prosperar, construir a sua familia e fomentar o nosso desenvolvimento com a força do seu trabalho é outro exemplo concreto que temos para afiançar a grandeza desse propósito. Muitos deles inclinaram pela naturalização.

O futuro promissor que desejamos depende apenas do nosso encontro consciente e responsável com as urnas. Depende apenas e exclusivamente da Pátria que queremos legar para os nossos vindouros. Não é possível conviver diariamente com tantos roubos vergonhosos que jogam o nosso País para o descrédito. Não somos nada do que nos tisnam ao redor do mundo.

Vivemos sob a égide do Estado Democrático de Direito. Nessa ordem constitucional todos são iguais perante a Lei. O Poder Judiciário tem uma função singular para respaldar essa garantia constitucional. Sobretudo, para chancelar os registros das candidaturas aptas para disputar os cargos eletivos nas eleições gerais de outubro próximo. Aqui reside, o grande desafio do nosso comprometimento. O nosso povo é sabidamente inteligente para diferenciar o que é correto daquilo que é incorreto; do que é honesto daquilo que é desonesto; do que é certo daquilo que é errado; da conversa segura e que aponta para o caminho da paz e da concórdia daquela que traz enraizada em suas entranhas a torpeza das ações.

Enfim, sabe o nosso povo bem interpretar o primor das idéias sadias da esperteza que fomentam os propósitos nefastos. Tudo isso é possível ser enfrentado e vencido com a nossa coragem cívica, a nossa fé democrática e principalmente pelo respeito com que sempre homenageamos os valores fundamentais para a construção de uma Pátria forte, digna e volta intensamente para o bem estar e a felicidade dos seus filhos.

Promotor de Justiça aposentado. (dr.hindo@hotmail.com)