Manchas no Nordeste são mistura de óleos venezuelanos, diz Petrobras

Publicado em: 09/10/2019 às 13h10

Admin

Foto: Divulgação

Relatório da Petrobras afirma que óleo no Nordeste parece petróleo extraído na Venezuela

Um relatório da Petrobras afirma que as manchas que estão poluindo praias do Brasil são uma mistura de óleos da Venezuela. Nesta terça-feira (8), subiu para 138 o número de áreas do litoral nordestino com resíduos.

O óleo denso e pegajoso chegou nesta terça ao litoral norte da Bahia, nas praias do Forte, Baixio e Porto de Sauípe.

Em Alagoas, o óleo atinge 15 praias, e duas estão em situação mais grave: Coruripe e Piaçabuçu. Os pescadores nem estão indo para o mar.

O óleo também ameaça os corais. No Rio Grande do Norte, mais uma tartaruga foi encontrada coberta de óleo e morreu no fim da tarde.

Equipes do governo já recolheram 133 toneladas de óleo desde o mês passado no Nordeste.

Mais cedo, nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse de novo que os investigadores já consideram um país onde o óleo foi extraído. Ele não falou o nome, disse apenas que pode ter sido criminoso.

"Eu não posso acusar um país, vai que não é aquele país. Não quero criar problemas com outros países. É reservado", afirmou o presidente.

"É um volume que não está sendo constante, não é? Se fosse um navio que tivesse afundado, estaria saindo ainda óleo. Parece que [...] criminosamente algo foi despejado lá", acrescentou.

Um laboratório da Petrobras analisou 23 amostras do resíduo recolhido. Os técnicos compararam as moléculas com o material produzido pelo Brasil.

"Cada petróleo teria entre aspas um DNA específico. Então, esse conteúdo de moléculas que está em cada amostra é que me permite diferenciar um petróleo do outro e correlacioná-los, buscar semelhanças ou diferenças. Então a gente, grosseiramente, pode dizer que cada petróleo tem um DNA diferente", afirmou o geólogo Mário Rangel, gerente do laboratório de geo-química da Petrobras.

Origem do óleo

A Petrobras concluiu que o óleo não é produzido, comercializado nem transportado pela estatal. Um relatório da Petrobras, encaminhado aos investigadores, afirma que os resíduos encontrados são uma mistura de óleos venezuelanos.

Questionado, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que ainda não é possível dizer de onde o óleo veio. Mas disse que há três hipóteses:

  • um navio afundado;
  • um acidente durante a passagem de óleo de um navio para outro;
  • despejo criminoso.

Foi descartado que o óleo tenha brotado de uma fissura no fundo do mar o que seja fruto da limpeza de um tanque de um navio.

"São aproximadamente mais de 500 barris de petróleo, o que indica que não é simplesmente a lavagem de um tanque de um navio. Alguma coisa extraordinária aconteceu", afirmou o presidente da estatal.

"Existe a possibilidade de esse material ser liberado gradualmente", acrescentou.

Marinha

A Marinha identificou 140 navios-tanque que passaram por águas brasileiras em frente ao litoral nordestino.

Os navios com cargas compatíveis já foram procurados, e a Marinha avalia caso a caso.

De acordo com investigadores, a hipótese mais provável é de um acidente na transferência de óleo de um navio para outro. Mas o caso é considerado complexo e inédito pela extensão da área atingida e pela duração (mais de um mês).

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pediu ajuda ao governo dos Estados Unidos para identificar a origem das manchas.

Para Marcus Silva, professor de oceanografia e especialista em dispersão de contaminantes, a suspeita é que o óleo entrou em contato com o mar perto da costa.

"Muito provavelmente no litoral entre Pernambuco e Paraíba, distante mais ou menos 40 ou 50 quilômetros da costa", afirmou.

"Boa parte deste óleo se deslocou pelo litoral carregado pela corrente sul-equatorial e atingiu o litoral norte do Nordeste, não é? Atingiu o litoral do Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão. E uma parte se dispersou pelo litoral sul, atingindo depois Alagoas, o estado de Sergipe e chegando à Bahia nos últimos dias", acrescentou (G1, 8/10/19)

Pelo volume de petróleo coletado em praias do Nordeste, de mais de 500 barris, algo extraordinário aconteceu na costa brasileira, maior do que a simples lavagem de um tanque de algum navio, conforme alguns chegaram a especular sobre a origem da mancha de óleo que suja o litoral desde o início de setembro, avaliou o presidente da Petrobras nesta terça-feira.

“133 toneladas, são aproximadamente mais de 500 barris de petróleo, o que indica que não é simplesmente a lavagem de um tanque de navio. Alguma coisa extraordinária aconteceu, que não sabemos o que é, nem cabe à Petrobras a investigação. Temos outros órgãos, PF (Polícia Federal), Marinha, que têm essas atribuições. Petrobras somente explora e produz petróleo”, disse Roberto Castello Branco a jornalistas, em Brasília.

Questionado sobre reportagens que apontaram, supostamente com base em análises da Petrobras, que a origem do petróleo seria na Venezuela, Castello Branco afirmou que o “relatório é reservado, confidencial da Petrobras para o Ibama”.

“Eu não tenho autorização para divulgar. Há uma instituição de Estado”, comentou.

Na véspera, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “tem no radar um país que pode ser a origem do petróleo”. Mas o presidente não quis revelar qual nação estaria no foco da suspeita. Nesta terça-feira, o governante especulou sobre despejo criminoso.

Uma análise realizada pela Petrobras indicou a Venezuela como origem do petróleo, segundo disse à Reuters uma fonte com conhecimento da situação, na segunda-feira. Mas a estatal não confirmou.

Questionado sobre a possibilidade de existir mais petróleo no mar, Castello Branco disse: “Pode ser.”

“Não sei o que aconteceu. Como leigo, pode ter sido um naufrágio de um petroleiro, ou uma transferência, transbordo de um petróleo de um navio para outro que tenha falhado. Mas, sinceramente, não consigo imaginar o que é.”

De acordo com Castello Branco, um navio carrega muito mais do que 500 barris de petróleo.

“Hipoteticamente, poderia ser um naufrágio de um navio, que ele não vai transbordar de petróleo imediatamente. Existe a possibilidade desse material estar sendo liberado gradualmente. Nem o que a Petrobras coletou foi tudo que chegou nas praias do Nordeste. Porque tem outras instituições também trabalhando na remoção desse material”, pontuou.

O executivo foi questionado sobre o assunto após participar de audiências na Câmara sobre vendas de ativos da empresa e preço do diesel.

Ele disse que, embora a Petrobras esteja colaborando com autoridades para a remoção do petróleo das praias, não é função da empresa investigar a origem do óleo.

“A nossa preocupação foi se era um óleo produzido pela Petrobras ou eventualmente comercializado pela Petrobras. Nós temos bem documentado isso, nós fizemos 23 coletas de amostra, nosso centro de pesquisa realizou análises bioquímicas e chegamos à conclusão de que não se trata de nenhum óleo produzido e ou comercializado pela Petrobras”, reiterou.

O CEO afirmou ainda que a Petrobras tem trabalhado ativamente na limpeza das praias do Nordeste, em uma operação supervisionada pelo Ibama, juntamente com a Marinha.

“Disponibilizamos quatro centros de defesa ambiental, seis centros de resposta à emergência, com 546 agentes ambientais, 64 operadores desses centros. Colocamos 45 empregados para função de planejamento e supervisão dessas atividades e até ontem (segunda-feira), Petrobras removeu 133 toneladas de resíduo oleoso.”

A Marinha informou, em nota, que integram as ações 1.583 militares, cinco navios, uma aeronave, além de embarcações e viaturas pertencentes às diversas Capitanias dos Portos,

Delegacias e Agências, sediadas ao longo do litoral nordestino (Reuters, 8/10/19)







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