Domingo, 25 de agosto de 2019

Seminário abordará técnicas para controle do capim-annoni

Senar-RS e Embrapa Pecuária Sul promovem evento em diversos municípios

Publicado em: 18/06/2019 às 11h00


Uma planta invasora que desvaloriza o campo e reduz o desempenho do gado vem causando prejuízos aos produtores gaúchos há anos. Vindo da África, o capim-annoni encontrou condições propícias para sua proliferação no Rio Grande do Sul. Para auxiliar o produtor a controlar esta invasora, o Senar-RS e a Embrapa Pecuária Sul prepararam um roteiro de eventos que serão realizados em Pelotas (24/06), São Gabriel(25/06),  Bagé(26/06), Uruguaiana (27/06) e Itaqui (28/6), com enfoque no Método Integrado de Recuperação de Pastagens: Mirapasto, que tem se apresentado como uma alternativa eficaz no controle desta planta. Este roteiro de atividades também conta com o apoio dos Sindicatos Rurais, Grazmec e Unipampa-Campus Uruguaiana e Campus Itaqui.

De acordo com o instrutor do Senar-RS, Leonardo Perez, o capim-annoni compromete a produtividade no campo. Este capim causa desgaste na dentição dos animais e, por ser mais fibroso e menos nutritivo, o ganho de peso é mais lento. "Em nossos experimentos, o capim-annoni vem impondo perdas de mais de 50% no ganho de peso por área. Por meio do Mirapasto, método desenvolvido pela Embrapa, conseguimos reverter a degradação e melhorar a produtividade do campo, gerando mais renda para o produtor", relata o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul Naylor Perez, que atua, dentre outras áreas, em controle de plantas indesejáveis em pastagens e integração lavoura-pecuária.

 

Aprender a identificar o capim-annoni é o primeiro passo para o combate, indica o instrutor do Senar, que revela ser comum que produtores confundam a planta com outras que surgem no campo. Ao avistar os primeiros focos é necessário iniciar o combate. Além das práticas de prevenção, o Mirapasto propõe o controle das plantas indesejáveis por meio da aplicação seletiva de herbicida, com o uso da enxada química e da máquina Campo Limpo, sendo esta última uma tecnologia idealizada pela Embrapa.

Mirapasto

O controle de qualquer planta indesejada deve primar por um manejo integrado que associe diferentes ferramentas, na busca de evitar perdas de produtividade. E, para ajudar o produtor a combater o capim-annoni, o Senar-RS e a Embrapa Pecuária Sul estão levando ao Sul do estado a metodologia Mirapasto, que se assenta em quatro pilares: controle de plantas indesejáveis adultas, correção e manutenção da fertilidade do solo, introdução de espécies forrageiras de inverno e de verão e controle da oferta de pasto.

 

“O Mirapasto compila uma forma integrada de lidar com o capim-annoni, evitando sua expansão. É muito difícil que uma prática isolada resolva o problema da infestação pelo capim-annoni. É preciso juntar esforços, ter persistência e planejamento na adoção do método”, assegura a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul, especialista em manejo de plantas daninhas, Fabiane Lamego.

Há 11 anos, a Embrapa mantém uma Rede de Pesquisa em capim-annoni, contando com a colaboração de pesquisadores de outras instituições para entender e conhecer melhor o problema. Resultados da Rede de Pesquisa e o detalhamento do Mirapasto poderão ser conferidos no Seminário Capim-annoni: tolerância zero, sendo o evento uma parceria entre o Senar-RS e a Embrapa.